Newsletter da 300noise #10 - Outubro assustador
Apontamentos sobre o fim da vida noturna, um misterioso festival de música e uma décima edição dessa vital newsletter sobre cultura.
Em comemoração ao marco de DEZ edições da Newsletter que foi eleita por 75% da equipe da 300noise como “obra fundamental para compreender a cultura e música dentro das redes sociais” vamos sortear um inscrito para escrever a próxima edição.
Não, sério. Agradecemos todo o apoio. Nesse mês tivemos um vídeo nosso “saindo da bolha” e alcançando cerca de meio milhão de pessoas. E isso (assim como outras coisas da lógica das redes) é assustador.
Em outubro falamos sobre a cultura do creator e da produtividade em rede, ou melhor, da obrigatoriedade que sentimentos em produzir para as redes. A linkedificação do Instagram é real, a demissão por postagem de meme também. Tempos estranhos…
Na música, seguimos com muito entusiasmo para fechar a lista dos melhores discos do ano e acompanhando as mais novas empreitadas do showbusiness, como um festival de música com misteriosa programação e grande elenco de convidados. Estivemos lá e vamos te contar tudo, ou quase isso.
A Gen Z e a falta de pertencimento na noite paulistana
Talvez você tenha acompanhado nosso vídeo sobre a Geração Z e a falsa noção comportamental derivada de pesquisas que tomaram conta do norte global, principalmente nos EUA e Inglaterra.
Se a ideia de que os jovens não frequentam mais baladas, ou estão preferindo roles diurnos, está martelada no fundo da sua cabeça, saiba que você provavelmente leu algo derivado de uma pesquisa feita do outro lado do Atlântico.
Especialmente, nossa equipe se debruçou sobre os dados de um relatório da Keep Hush de 2022 e que, ocasionalmente, surge como fonte primária em diversos portais, como o Telegraph, ou a Dazed. A primeira, inclusive, cita a pesquisa diversas vezes ao longo dos anos.
Sim, ao longo dos anos... Afinal, a pesquisa foi feita em 2022 e carrega um fator determinante para seu resultado: a pandemia. Através da Djmag temos a seguinte contextualização do dado apresentado.
“The survey was launched in May, in response to troublingly low ticket sales for club events in the months after British venues reopened post-lockdown. The survey’s findings point to a marked decline in overall demand for nightlife and associated events, with 25% of Gen-Z respondents, aged 10-25, saying they were less interested in clubs now than they were before the pandemic. This figure falls to just 13% for millennials, aged 26-41. You can see the full findings in the Instagram post below.”
Por outro lado, quando vemos conteúdos partido dos EUA, temos como base dados baseados em relatórios sobre a pandemia e os efeitos do isolamento social. E quer saber? Na época, estávamos fazendo a mesma coisa. Nos enfiamos em uma pesquisa para entender a percepção do jovem sobre consumo de cultura e retomada do setor de eventos.
O que isso significa? Que talvez estejamos olhando para dados que não necessariamente refletem tanto assim sobre jovens brasileiros. O efeito da pandemia ainda está em curso e muita coisa pode mudar. Alguns cenários atípicos do mercado de eventos no boom pós reabertura ainda estão se normalizando, por exemplo (citamos isso em outra News).
O que colocamos para debate em nosso vídeo e decidimos desenvolver com mais calma aqui é a exclusão da juventude da vida noturna de SP e como esse processo pode ser lido através de mudanças significativas que ocorreram nos últimos anos. Possivelmente, a mudança comportamental da Geração Z em São Paulo (e em outras grandes capitais) passa por esses fatores.
Privatização de espaços públicos
Nas grandes metrópoles globalizadas, como São Paulo e outras grandes cidades brasileiras, poucas coisas são mais importantes que suas riquezas imobiliárias. Quem controla as melhores partes da cidade, seja pela sua infraestrutura ou importância cultural, tem um poder enorme em suas mãos.
Não é à toa que em uma cidade como São Paulo incorporadoras e construtoras financiam diversas campanhas para prefeitura e vereança e usam de seu poder econômico para expulsar os moradores pobres e movimentos populares das partes mais valiosas da cidade para abrirem espaço aos novos projetos urbanísticos que os interessam.
Atualmente na cidade de São Paulo os parques e praças estão sendo gradeados e terceirizados, áreas importantes da cidade, como o vale do anhangabaú e o ginásio do Ibirapuera, estão sendo privatizados e fechados ao público durante eventos e Casas de Cultura estão sendo abandonadas e progressivamente passadas para as Organizações Sociais. Chegamos recentemente ao novo absurdo de ruas da cidade serem vendidas para incorporadoras e condomínios fechados.
Na prática, a privatização dos espaços públicos faz com que territórios da cidade que antes eram vividos de maneira comunitária, se tornem territórios estranhos aos que habitam ou circulam por eles. Para a população jovem isso é ainda mais triste, já que ela é mais vulnerável ao aumento de preço para acessar determinados lugares e equipamentos que antes eram livres.
Em março, o Metropoles publicou uma matéria falando sobre os “preços de aeroportos” dentro do Parque do Ibirapuera após sua concessão. Esse exemplo ilustra bem a mudança de comportamento e forma de interagir com um espaço através da exclusão econômica. Isso acaba influenciando até mesmo no tempo que a pessoa passa no local.
Especulação imobiliária
A especulação imobiliária marca um momento importante na mudança de uma cidade enquanto o local para as atividades financeiras (mercados, serviços e indústria) para uma cidade enquanto negócio, ou seja, de uma financeirização da própria construção e vida social da cidade.
São Paulo já externou diversas questões relacionadas à especulação nas regiões centrais, mas também em bairros periféricos. Um exemplo que sempre costuma aparecer é o da própria Augusta enquanto zona que foi palco de disputas entre empreiteiras e comércios tradicionais. É difícil pensar na Augusta de duas décadas atrás passando por ela em 2025. Leve em conta essa matéria de 2013 sobre o processo.
Outro fator se somou para espaços de cultura e música nesse balaio: a pandemia. Com atividades paralisadas, falta de incentivos ou projetos do poder público para atuar na manutenção e preservação de espaços (vamos combinar que até mesmo uma Aldir Blanc, que nem garantia tanta estabilidade, demorou para sair), ficou inviável não fechar as portas.
Crise de segurança
O abandono do centro da cidade por parte do poder público pode se relacionar muito bem com a especulação imobiliária e também com a própria privatização de espaços. Nesse ponto é interessante olhar para o Vale do Anhangabaú enquanto projeto de crise e reformulação do próprio centro.
É curioso como a “modernização” e a “gestão privada” aparecem como formas eficientes de resgate de espaços. Entra o capital, entram os clientes e, como em um passe de mágica, o lugar se transforma, ou melhor, se “revitaliza”. Isso certamente faz parte do maior momento de desgaste do centro de São Paulo, época em que as obras do Vale ainda não tinham sido concluídas.
Em entrevista para o veículo, A Vida no Centro, o autor do projeto da reforma, Mario Biselli, disse:
“A cidade de São Paulo não tem espaços públicos de qualidade. É uma tragédia isso. Por isso os shoppings centers dão tão certo na cidade de São Paulo. Porque o paulistano não tem aonde ir. Você não tem lugares públicos. O shopping reproduz a cidade com segurança e teto. E sem carro. Aí funciona. As pessoas tem onde se encontrar. O certo é que a gente tenha espaços públicos legítimos, que não seja um centro de compras. Que seja um espaço público realmente agradável e convidativo para você desfrutar.”
Para finalizar, esse ano o Metropoles, em matéria, apurou que o Vale do Anhangabaú, em 2025, terá 30 eventos e que, seguindo uma média de 46h de bloqueio por evento, resulta em 2 meses de espaço fechado para o público.
Insegurança financeira
Esse fator nos ajuda a entender também que a invisibilidade dessa geração não anula suas experiências e suas comunidades criadas no offline. Ou seja, não estamos falando sobre uma geração que está em casa, mas que fica fora do radar por não ter condições financeiras de entrar em espaços monitorados por marcas, empresas ou produtos.
Temos alguns relatórios sobre a situação financeira da Gen z, como por exemplo o relatório divulgado pela Croma Consultoria que mostra que no primeiro trimestre de 2024, 47% desses jovens relataram ter uma situação financeira “ruim ou muito ruim”. O cenário é “regular” para outros 36% e apenas 16% dizem atravessar momento “bom ou muito bom”.
É preciso olhar com cuidado para os espaços criados pela Geração Z para suprir o vácuo da gestão pública em torno da cidade. E olhar para a imprevisibilidade comportamental e para essas zonas seguras de festas, eventos, encontros urbanos que são fruto da disparidade econômica e encarecimento de serviços e produtos.
É necessário compreender também a forma como a dinâmica de rolagem infinita e como múltiplos conteúdos que se multiplicam pelo algoritmo acabam transformando padrões de consumo com extrema rapidez. O mercado também sofre com a dificuldade de se adaptar a este modelo e traduzir ele na demanda (Um gancho para o próximo texto, veja só).
No Lineup Festival, o fio da navalha entre expectativa e realidade
A nova empreitada da Heineken movimentou a internet nas últimas semanas. Talvez, veja, tenha causado mais discussões antes do evento do que durante e após o mesmo. Em síntese, o grupo proporcionou um festival fantasiado de experiência e quis trabalhar um conceito mais ou menos inédito: festival sem atrações divulgadas.
Estivemos presentes na ocasião e atestamos algumas complexidades que envolvem, sobretudo, o mecanismo de trabalhar e sustentar expectativas, tão plurais e mutáveis, de um público que não sabe, ou não deveria saber, o que vai assistir.
Antes de entrar no evento em si, talvez seja importante contextualizar algumas ações da marca nos últimos meses, começando pela ação no Edifício Misericórdia no primeiro semestre. O Single Night Bar foi uma ação que se pautou justamente na carga simbólica da música inserida em ambientes distintos, convidando o consumidor a ‘dar um match’ com o andar perfeito para ele (isso tudo para panfletar o app da marca, o Hei).
Falamos sobre esse role da Heineken e sobre nossa pesquisa sobre a música em aplicativos de relacionamento aqui!
Na outra mão, tivemos o patrocínio da Eisenbahn no The Town. Mesmo sendo outro produto do grupo, é um detalhe interessante para pensar na forma como diferentes cervejas estão sendo colocadas em perspectivas diferentes para o público. Guarda esse detalhe, ele será uma arma de Chekhov nesse texto.
Com tudo isso em mente, vamos para o No Lineup...
Um festival, conceito, experiência, ou uma peça de marketing com sonoridade, que se sustenta de maneira simbólica em três pilares:
1- Reconfiguração da lógica de consumo de entretenimento
Uma sensação de “democratização” do acesso pela distribuição gratuita de ingressos e falta de transparência sobre a programação a ser oferecida.
2- Qualificação de autoridade da marca
“esgotar” ingressos para um festival sem atrações confirmadas com base na confiança do público na entrega de qualidade.
3- Escassez participativa como exclusividade
A escolha de um espaço pequeno + distribuição de ingressos diluída em lotes, trabalha na lógica da criação de uma zona de exclusividade.
No final, podemos entender a proposta como uma ruptura com o modelo de consumo de festivais de música e uma operação que quebra com a lógica da produção de eventos e a correlação entre festival x marca patrocinadora. E veja, isso não é muito bem uma novidade. Mesmo que a gente exclua o Hollywood Rock, Tim, Claro, Terra, ainda temos o C6 (que trouxe benefícios para seus clientes no No Lineup) e o Daki (que só rolou em 2023).
A diferença crucial do modelo é um fator que aparece, ou retorna, para o cenário do showbusiness com o efeito madonnacabana e ganha ainda mais estrutura no Gagacabana. O ingresso não é mais uma questão. Ou melhor, o cálculo financeiro por trás do conceito subtrai a necessidade do lucro.
Curiosamente, até mesmo outras marcas se apoiam em patrocínios de eventos feitos por marcas. No evento da Heineken tivemos a presença do já citado C6, mas também pudemos degustar de snacks do club social e garantir o bom hálito com um Trident.
E aqui entra nossa arma de Chekhov...
A Budweiser está trazendo o Maroon 5 para um show gratuito em dezembro através de uma lógica de superfãs (termo citado em 11 a cada 10 reuniões de agências e empresas ligadas à música).
A diferença entre as duas estratégias é que uma está interessada em atingir em cheio um público (bem definido) e se metamorfosear em ponte de memória e sentimento com base em um afeto que já existe. A outra, aposta na própria marca como geradora de memórias e sentimentos com um empurrãozinho da expectativa gerada*.
* Alguns poderiam usar a palavra FOMO...
O problema, pela ordem natural das coisas no universo do marketing, é conseguir criar uma previsibilidade sobre demandas abstratas presentes no espectador. Ou, simplificando, criar um ambiente que faça sentido para o público adversamente atraído pelo evento. Que, por falta de um critério bem estabelecido em sua divulgação, acabou podendo ser >qualquer pessoa<.
Isso serve para elementos dentro da zona de controle da marca, como lista (e quantidade) de convidados, mas também envolve coisas imprevisíveis e que escapam das mãos dos marketeiros mais competentes, como uma falsa divulgação de uma artista grande, como Demi Lovato, ou um problema do aplicativo, ou plataforma de distribuição de ingressos.
E certamente a marca pensou em uma contenção para adversidades através da parruda mídia espontânea que buscou recrutar através de creators. É um cálculo interessante gerar tamanha expectativa nos mais variados tipos de público que se relacionam com a marca (que, convenhamos, patrocina muita festa, bar e evento) e segurar a bronca.
Ou melhor, trabalho gigantesco para a assessoria em criar uma lista de convidados que converse com uma programação tão diversa e, além, que tenha um público que também esteja nessa sintonia ao receber o conteúdo e ficar frustrado por não ter conseguido um acesso para aproveitar o dia.
Pensando no ambiente, ou na ~vibe, do festival, o acerto parece algo inatingível. A contenção (e talvez até mesmo a orientação geral do evento desde a sua concepção) parece ser a de maquiar a realidade para uma câmara virtual. Isso pode se traduzir em artistas desconectados do público, ou em uma trilha sonora composta de conversas paralelas em determinados palcos e shows.
O sentimento final é o de que uma ideia interessante, alinhada a uma programação de qualidade, ficou apagada, condensada em um segundo plano. E a culpa está na ausência de controle sobre expectativas, ou melhor, na falta de materialidade que possa suprimir a ânsia de vivenciar elas.
Saia do celular e…
Vá ler um material sobre as transformações da cidade de São Paulo
Diferentes estudos sobre a urbanização contemporânea nas grandes cidades brasileiras demonstram como o avanço do projeto privatizador da extrema direita nos municípios e estados vem resultando em um cercamento e militarização dos espaços públicos, principalmente aqueles de uso comunitário e aberto.
Livros como Cidade Como Negócio, Crise Urbana e Geografia Urbana Crítica, organizados por Ana Carlos Fani, Isabel Pinto Alvarez e outros autores é um exemplo de uma posição mais marxista deste debate. Uma outra autora interessante para entender esse processo é Raquel Rolnik e seu principal livro Guerra dos Lugares.
Vá colecionar o álbum de figurinhas do cinema brasileiro
Bem, se você gosta de colecionar figurinhas ou se gosta do cinema nacional, ou se apenas está com interesse em participar de alguma atividade que envolva trabalho manual e dedicação…
Distribuído na Cinemateca durante a 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e ainda disponível para a retirada em CEUs e escolas, o projeto conta com 57 figurinhas colecionáveis. E mesmo com o final da mostra, fica de olho que alguns filmes vão ser exibidos no Sesc entre novembro e dezembro.
Vá acessar o site da 300noise (ok, você talvez precise do celular para isso, mas segue o baile!)
Nosso site está de cara nova e tem um apanhado de materiais nossos para download. Você pode se divertir explorando nossas pesquisas e, em breve, até mesmo ter uma biblioteca com muito material extra desses 10 projetos que separamos aqui e (conteúdo removido porque aqui a gente não vai dar spoiler). Agradecemos ao nosso mestre dos computers G.G. pelo trabalho e esforço no projeto.www.300noise.com.br
Comprar um merch:
Foi mal a publi, precisamos pagar as contas e olha que curioso, temos roupitchas maravilhosas em queima de estoque da última coleção porque logo mais vem a próxima (sem spoilers).
Dá uma olhada na nossa lojinha. Tem produtos com até 42% off, como dizem os shoppings.
Ouvir os lançamentos do mês:
A Outra Banda da Lua – Entre a Terra e o Sol
Dá uma chance pra esse disco do grupo mineiro e aproveita esse sonzão. Para fãs de psicodelia, mas também brasilidades e um som que foge do óbvio.
Bar Italia – Some Like It Hot
Bem, aqui temos um formato mais encorpado de som e uma produção que deixa o som mais voltado para zonas confortáveis (e mercadológicas), principalmente quando olhamos para o Quarrel de 2020. Muitos vão achar que perdeu o charme, ou ficou genérico. Tá com cara de trabalho divisor de águas (ou cachês).
Candelabro – Deseo, Carne y Voluntad
Essa é a terceira ou quarta banda chilena que aparece em nossa newsletter esse ano. A cena de música alternativa chilena é bem forte e foi pesquisando para nossa playlist de Shoegaze Sul Americano que descobrimos o Candelabro no ano passado. O disco de 2023 deles é incrível e esse é mais absurdo ainda.
King Yosef - Spire of Fear
É mágico quando um artista consegue mesclar dois gêneros e incorporar isso das formas mais diversas e criativas. Talvez seja muito industrial para os fãs de hardcore e muito hardcore para os fãs de industrial. Já para quem gosta dos dois, é a conciliação perfeita. Há momentos para danças violentas, há momentos para danças mais contemporâneas, porém a experiência nunca deixa de ser caótica, sombria e intensa.
Ninos Del Cerro – Alma Tadema
Essa é a quarta ou quinta vez que uma banda chilena... Bem, essa já é uma queridinha da casa e está na nossa playlist. Para amantes de dream pop, alt 90, shoegaze. Álbum bonito, melancólico. Só vai.
Spiritual Cramp - Rude
Eu sei que você está buscando uma bandinha revival de post-punk. Também sei que a maioria delas não te agrada e não traz nada de novo. Vou mais uma vez acabar com o seu problema. Dê play no novo álbum do Spiritual Cramp. Um som simpático, muito bem produzido, com canções que vão do post-punk ao garage, passando pela new wave e chegando ao dub/2 tone. Saia do óbvio, você merece mais do que o Molchat Doma.
Sudan Archives - The BPM
Uma verdadeira celebração do dance-pop que navega por batidas eletrônicas e flerta com os mais diversos estilos. The BPM trata justamente de abraçar as raízes negras da música eletrônica, e Sudan Archives faz isso sem deixar de lado sua própria identidade construída ao longo de anos de carreira. O R&B ainda está presente, as melodias açucaradas e a voz aveludada te abraçam enquanto seu corpo é tomado por um terrível impulso de se mover, seguindo os variados compassos ao longo desta jornada de quase uma hora.
Tame Impala – Deadbeat
Percebeu que é raro a gente botar um disco aqui pra falar mal? Parabéns, Kevin Parker, por fazer o melhor disco do ano. Brincadeirinha, kkkkk. Os críticos estão mais ou menos certos, no geral.
The Acacia Strain - You Are Safe From God Here
Nossos manos do Acacia Strain estão fazendo o que a galera do deathcore e adjacentes deveria estar fazendo há anos: ouvindo Doom e Sludge. A banda já vinha incorporando elementos desses estilos, no entanto, parece ter chegado ao seu apogeu. Um grande concorrente ao melhor álbum de metal do ano. Sério mesmo? Sim. O timbre das guitarras é assustadoramente pesado, as estruturas das canções fogem das convenções do gênero, ritmicamente os breakdowns são insanamente violentos e os vocais parecem ter sido gravados dentro de uma câmara de tortura. O inferno em forma de música. Pode escutar sem medo, aqui você está seguro de Deus.
Urias - CARRANCA
Animal!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Esse disco é impressionante em diversos sentidos. Um trabalho muito bem lapidado e com diversas camadas para se perder em audições. Veja bem, as participações são interessantes, os samples finos, a narrativa cativa e a coesão que o disco entrega surpreende.
Yma – Sentimental Palace
Segundo disco de Yma que veio ao mundo 6 anos após Par De Olhos, mas que parece seguir ideias que já estavam faiscando em sua collab com Jadsa. Mais espaço para a música eletrônica, mais textura para as músicas e participações de peso. Um disco bem legal, um trabalho bem interessante.
S.A.C. da 300Noise:
Perguntas enviadas por vocês para a nossa equipe. Críticas, sugestões, dúvidas e tudo mais. Envie sua pergunta agora mesmo!
Como faço para colaborar com a 300Noise?
R: mande sua proposta aqui mesmo, ou em nosso e-mail: 300noise@gmail.com
Vocês aceitam envio de material de bandas? Qual a melhor maneira de enviar?
R: Utilizamos o Groover para receber material e oferecemos consultorias e outros trampos. Quer a visão da 300Noise em seu projeto? Entre em contato no 300noise@gmail.com
Onde acesso os projetos da 300noise?
Qual o próximo projeto e pesquisa de vocês?
R: Precisamos de férias!!!
Quer dizer que você trabalham com consultoria e pesquisa para bandas ou empresas?
R: Sim, estamos operando em várias frentes. 300conteúdos, 300empresas, 300festas e em breve 300pendrives (ok, esse é brincadeira!) Quer entender melhor o que oferecemos? Quer contratar a 300noise? Mande um email para 300noise@gmail.com













